Paris
10/05/2019

Must-do em Paris. Os melhores restaurantes de hoje e sempre!

Viajar para Paris é sempre um grande prazer. Na minha opinião, uma grande conquista! Não sei se gostaria de morar lá, mas, se pudesse dar um pulo lá uma vez por semana… Ah! Que sonho!
Toda vez que algum amigo ou conhecido vai para Paris, eu recebo a demanda: “me dá umas dicas de restaurantes e confeitarias lá em Paris, vai…”. Bom, hoje eu resolvi abrir o jogo e revelar as dicas para o mundo todo!
Para não ficar um post gigantesco, vou dividir as dicas, de forma bem organizadinha, em Restaurantes e Confeitarias. Vou começar com os restaurantes, pois afinal, o melhor fica sempre para o final…
Então vamos lá! Mas antes, preciso explicar como fiz essa lista:

Para mim, ir para Paris significa uma libertação. Gosto de acordar de manhã e andar completamente sem destino, sem nenhuma pretensão, sem nenhuma reserva, sem nenhum caminho para seguir, sem nenhum compromisso. Andar, andar, andar. 10, 15, 20km no dia. Não importa. Respirar o ar parisiense, observar as pessoas, algumas correndo, outras bufando, algumas com pressa, outras sem, uma senhora na praça com seu neto, um homem de negócios falando ao celular, um grupo de jovens fazendo piquenique, parisienses, europeus, ocidentais e orientais. Todos reunidos na mais encantadora cidade do mundo. Cada um na sua, sem julgamentos, somente vivendo! Isso é Paris! O tal do savoir faire francês, para mim deveria ser savoir vivre
Bom, poderia ficar aqui mais e escrever milhares de palavras para descrever a “minha” cidade (tenho certeza que nasci lá em alguma outra vida), mas o objetivo deste post é outro… Vamos às dicas agora que você entendeu qual é o meu estilo.
Só uma coisa antes (prometo!): se você é daquele que está esperando um monte de indicação de restaurante estrelado, caríssimo que precisa reservar com 6 meses de antecedência, esse post não é para você. Também conheço um montão destes, mas estão no fim da minha lista de preferências (acredite!). Pelo menos em Paris. São ótimos, mas não dá para sustentar. Tem que ganhar na Mega Sena antes… Então vamos para a realidade…

Vamos por bairros (Paris é dividida em 20 bairros em formato de caracol. Alguns mais turísticos, outros menos…

Ah! As fotos são de Paris, para entrar no clima. Foto de restaurante em restaurante ia ficar muito chato!

Fonte: Viagem, Comes e Bebês.

1er Arrondissement (onde fica o Louvre):

  • L’Absinthe: um bistrô super bacana, todo renovado e chefiado pelo estrelado Michel Rostang
  • L’Ardoise: esse é beeeem bom também! Pequeniníssimo, razoavelmente barato e você consegue ver a cozinha trabalhando sem parar.

2ème Arrondissement (onde fica o Palais Royal):

  • Chez Georges: esse é um bistrô classicão, mas não é engana turista. O parisiense realmente se encontra ali no fim do dia. Lotado de segunda a segunda. O ambiente é incrível! Talvez você deva lembrar do filme Julia Child…

3ème Arrondissement (Le Marais – bairro boêmio, tipo Vila Madalena em São Paulo):

  • L’Ambassade d’Auvergne: eu acho esse lugar sensacional! Foi onde eu experimentei, pela primeira vez, o Aligot (purê de batatas com alho e o queijo Tomme, especialidade da região que o restaurante aponta – Auvergne) e uma de minhas saladas prediletas, a de lentilha morna! Tudo é fantástico, o preço não é caro, mas não tente ir sem reserva. Você dificilmente conseguirá sentar.

Fonte: Viagem, Comes e Bebês.

4ème Arrondissement (próximo da Notre Dame):

  • L’Ambroisie: nem só de restaurantes baratinhos vive um bom chef de cozinha e pai de família. Às vezes (poucas vezes), posso me dar um luxinho qualquer e me deliciar nesse restaurante. É um três estrelas Michelin localizado em plena Place des Vosges. Reserve com antecedência e não faça conversão de câmbio, senão você vai sair correndo.

5ème Arrondissement (Quartier Latin – onde fica a Universidade Sorbonne):

  • Brasserie Balzar: sim é turístico, sim é lotado, sim é barulhento, mas eu adoro esse lugar. Um ótimo custo-benefício localizado bem no meio da muvuca perto da praça Saint-Severin. Clássicos franceses servidos em menus a preços bem módicos. Tome o vinho da casa ou uma boa presión (chopp).

Não vou citar nomes, mas tem um monte de restaurante nesse bairro bem turistão. Se você quer economizar e comer razoável, não se reprima! Por uns 14 euros, incluindo uma taça de vinho, você come entrada, prato principal e sobremesa por aqui. Aí vai na sorte. Tem de todo tipo de lugar aqui. Escolhe um (os mais cheinhos) e entra. Não crie expectativas, mas tenho certeza que sairá minimamente satisfeito, seja com a comida ou com o preço pago por ela.

6ème Arrondissement (Saint-German-des-près – mais chiquezinho, onde ficam os Jardins de Luxembourg):

  • Les Editeurs: um lugar bem interessante para relaxar! Tem até uma biblioteca lá dentro. Dizem que Ernest Hemingway e Delacroix passaram horas aqui tomando um chá ou um café (ou algo parecido para se ter tantos devaneios e escrever tão bem). A comida é bem gostosa, o serviço bem ok e o preço razoável.
  • La Rotonde: esse é um clássico francês que não se renova nunca! Pratos enormes, menu gigante que com certeza vai agradar a família toda, é exatamente o que você vai encontrar nesse restaurante. Barulhento, com mesas grandes, bem diferente do que se espera de um restaurante francês, mas é onde o parisiense se solta. Se não for comer por aqui, pelo menos sente em uma das cadeiras voltadas para a rua e veja a vida passar ao verdadeiro significado da expressão francesa laissez passer.
  • La Ferrandaise: um achado! Restaurante pequeniníssimo, despretensioso, ao verdadeiro estilo bistrô. Já fui mais de uma vez e não me decepcionei nenhuma! São especializados em carnes e frutos do mar.
  • Sud-Ouest e Cie: um bistrozinho voltado para as especialidades do Sudoeste da França (foie gras, pato, cassoulet, confit…). Relativamente barato pelo que serve, mesinhas charmosas na calçada e menu delicioso.
  • Les Deux Magots: sim! É o café da Amélie Poulin! Cheio, lotado, abarrotado de turistas. Se você sentar em uma mesa na calçada, com certeza aparecerá na foto de muita gente pelo mundo afora. Vale a pena comer lá? Não, definitivamente não! Ali SÓ tem turista e o parisiense sabe disso, inclusive a pessoa que vai te atender. Não espere um serviço bacana e nem uma comida excelente. Por que eu indico então? Porque sim. É um clássico. Vai, pede um café, fica ali um tempinho e pronto!

Fonte: Viagem, Comes e Bebês.

7ème Arrondissement (onde fica a torre Eiffel):

  • A La Petite Chaise: um dos mais antigos restaurantes de Paris (e do mundo), data do final do século XVII, onde ainda nem se falava direito o termo restaurante. Não acho um lugar de comida incrível, mas a sensação de comer em um lugar que resistiu por séculos, é indescritível. Vale a experiência!
  • La Cigale Racamier: se você quer comer um verdadeiro soufflé, não perca! Tem de todos os tipos, mas o de camembert é imbatível. Cremoso e delicioso, acompanha uma salada amarguinha e só. Basta! Aí é bom que sobra o espaço para você pedir o soufflé de chocolate… Não sei dizer qual dos dois ganha…

8ème Arrondissement (Bairro caro, cheio de hotéis, onde fica a Champs Elysées):

  • La Fermette Marbeuf: uma brasserie cara, mas lindíssima. Cheia de mosaicos em seu interior, vale a pena a visita. A comida é bem boa, mas lembre-se, é cara. Não tem nada a ver com o que se espera de uma brasserie. Lá você com certeza vai encontrar a alta sociedade parisiense…

9ème Arrondissement (Ópera – onde fica as Galleries Lafayette e Printemps):

  • Café de la Paix: a arquitetura é um desbunde. Um lugar super histórico e com uma das melhores vistas de Paris: a Ópera Garnier. A comida não é inesquecível, mas o ambiente precisa ser visto! Data do século XIX e já recebeu grandes nomes do mundo afora, inclusive reis e rainhas.
  • A Casaluna: a decoração desse restaurante é impressionante também! Serve pratos da Córsega, com uma vertente bem italiana. Relaxe com um bom vinho e não se espante com a conta. Está à altura da decoração…
  • Grand Café Capucines: é um dos pouquíssimos restaurantes de Paris que eu conheço, que abre 24 horas todos os dias da semana. Aqui você vai encontrar clássicos franceses a preços módicos e um serviço bem tranquilo. A decoração é bem antiga, preservando carpete no chão (sim, você leu direito!), mas faz parte da experiência.

10ème Arrondissement (République – uma praça enorme, onde tem manifestações):

  • Chez Michel: restaurante de chef famoso, mas, como não tem estrela Michelin, ainda cobra barato… Aproveite! Delícias da cozinha Breton (do Noroeste da França) são servidas em um ambiente bem arrumadinho, mas tranquilo. É bem pequenininho, mas a comida tem um gosto de casa, com uma cara moderna. Muito bom!

Fonte: Viagem, Comes e Bebês.

11ème Arrondissement (Bastille – não procure a Bastilha, ela já caiu…):

  • Le Bistrot du Peinture: vai almoçar lá! Vai mesmo. Barato, com formule du midi (menu executivo) completa e bem gostoso. Vale bem a pena. Adivinha o que comi: strogonoff (era o prato do dia) e estava sensacional. Claro, a maioria do menu é francês, mas tem alguma coisa ou outra de outro lugar também.
  • Le Chateaubriand: esse é Michelin, mas vale bem a pena! A comida é inovadora e surpreendente. O chef, Iñaki Aizpitarte inova o tempo todo criando tendências em clássicos franceses revisitados, inclusive usando alguns itens que você não associa totalmente com comida. Interessante!

12ème Arrondissement (Parc de Bercy):

  • Viaduc Café: um lugar que lembra Nova York e os brunchs aos domingos. Lotado, então chegue cedo e relaxe ao som do jazz. Não é típico francês, mas só vai francês…
  • L’Alchimiste: é um bistrô bem autêntico com menu do dia na porta e bem despretensioso. Lugar para um bom almoço ou para um jantar depois de uma bela andança em Paris, quando você não quer voltar para casa para se trocar.

13ème Arrondissement (Place d’Italie):

  • Green Garden: se você quer ter uma experiência vegetariana em Paris e não tão cara como Alain Passard (incrível!!! Chef do L’Arpège, no 7 ème), não deixe de conhecer esse lugar. Tem uma vertente mais para restaurante oriental, mas é uma delícia. E o lugar é um charme!

14ème Arrondissement (Montparnasse):

  • Sur Le Fil: é um micro restaurante em uma região super turística, mas não vi um único turista lá. Acho que de tão pequeno, ninguém acha… Mas é muito bom! O cardápio é fixo, mas sempre tem uma sugestão do dia que vale muito a pena. Ah, e o nome, claro, lembra uma música de ninguém menos que Amélie Poulin.
  • La Coupole: é uma autêntica brasserie parisiense. Antiga (do início do século), turística e sempre lotada (inclusive de parisienses). É um clássico, então, se estiver passando pela região, não deixe de visitar.

15ème Arrondissement (bairro chique):

Aqui não tem muitas opções baratas… nem nesse bairro, nem no próximo… Então aí vamos nós:

  • Erawan: um tailândes que deixa muito restaurante na Tailândia no chinelo. Excelente. Como a comida tailandesa é simples, não sai tão caro assim, mas o serviço é bem requintado, então prepare o bolso. Os pratos são lindos e deliciosos.

16ème Arrondissement (beeeem chique):

  • Chez Geraud: o chef (Geraud) é uma figura. Ele recebe cada mesa e cada cliente como se fosse um convidado. Chega até a sentar na mesa para conversar. Serviço despretensioso, mas muito cuidadoso. Serve pratos gastronômicos diferentes todos os dias, dependendo do que estiver disponível e mais fresco no mercado.

17ème Arrondissement (Batignoles – onde fica o Arco do Triunfo):

Não conheço nenhum restaurante digno de indicação, mas se quiser um ok, bem turistão, aí vai:

  • L’Entrecôte de Paris (fica no 8ème, na verdade, mas como é bem pertinho, tá valendo): é aquele basicão: saladinha de entrada, carne com batatas, um molho secreto e mousse de chocolate, profiteroles ou crème brûlée de sobremesa. Vale a pena? Vale. A carne é boa, mas lembre-se… é turistão! Não vá mudar seu roteiro para ir nesse.

18ème Arrondissement (Montmartre – onde está a Sacre Coeur):

  • Le Café de la Poste: aqui é onde você vai encontrar o autêntico bife à cavalo. Se você não gostar, tem o que todo café parisiense tem: burgers, snacks, carnes variadas, doces… Mas era só o que me faltava você ir até lá para pedir hambúrguer com fritas…
  • Chez la Mère Catherine: é um lugar ultra antigo, inaugurou assim, há uns 200 anos! Aqui não tem erro. Você tem que começar com uma sopa de cebola, pernas de rã de principal e uma tarte tatin fantástica de sobremesa. Não esqueça de observar as dezenas de quadros e pinturas na própria parede do lugar.
  • Soul Kitchen: restaurante moderninho em uma região antiguinha. Bem interessante o contraste. Comida normal, mas tudo orgânico, ou, como o francês diria: Bio. Vale a pena para conhecer o lugar, ver pessoas e entender para onde está migrando a comida francesa…
  • Au Clairon des Chasseurs: encontrar um lugar para sentar vai ser difícil, mas se for sentar, que seja na calçada, vendo a vida passar. É um café simples, sem nada demais, mas tradicionalíssimo no bairro. Tem de tudo um pouco e a dica é: peça um drink ou um café e relaxe! Certamente você vai ser presenteado por uma boa música ou um show de rua.

19ème Arrondissement (La Vilette):

Não conheço nada nesse bairro, então não vou arriscar uma indicação.

20ème Arrondissement:

Idem acima… uma vergonha, mas é a mais pura verdade!

Pronto, tem dica para dar e vender. Agora é só buscar uma passagem, programar uns dias e se esbaldar na Gastronomia Parisiense!

E ficar feliz igual!

Fonte: Viagem, Comes e Bebês.

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