Hong Kong
25/07/2017

Hong kong – terceiro dia

Mais uma manhã calorenta e nublada em Hong Kong. Levantamos bem cedo, ainda não tão adaptados ao fuso, e tomamos nosso café da manhã tranquilamente e bem descansados.
Não conseguimos cumprir todo o roteiro no dia anterior (veja aqui), mas, se você quer saber, eu gosto de programar um montão de coisa para o mesmo dia. O que não der para fazer, deixo para uma próxima vez. Senão, que graça teria voltar em um lugar que você não tem mais nada para conhecer? E gosto também de colocar uns itens a mais, pois, às vezes, gastamos mais ou menos tempo em um determinado lugar. Se gostamos, ficamos mais, se não, ficamos menos. Se achamos algum tipo de divertimento para as crianças no caminho, temos que parar. Se alguém resolve ir ao banheiro, demora mais. Se tem alguém com sede ou fome, lá vamos nós procurar alguma coisa familiar. Isso é viajar em família!
Pois bem, saímos felizes e contentes em direção ao metrô para Wan Chai para ir a um mercado de rua bem de filme, sabe? Aqueles bem de filme mesmo! Filme chinês… Só que esse, era mais específico: era de comida!!!
No caminho do metrô me dei conta que esqueci nosso mapa no hotel… Desespero. Sem internet e sem mapa, como iria achar tudo que eu tinha programado para o dia? À moda antiga… perguntando na rua, seguindo instintos… seria divertido! Vamos lá!

Chegando na estação Wan Chai, fui até o balcão de informações e pedi um mapa. Não tinha!! Eles não dão mapa da cidade, mas dão o mapa dos arredores da estação, o que já é de grande valia!
Achei a rua que eu queria (Queen’s Road E) e lá fomos nós, seguindo instintos. Achamos a saída da estação, dentre as dezenas disponíveis (impressionante como as estações são grandes) e andamos um pouquinho. Já demos de cara com a feira. Muita fruta, verdura, legume, carne de todos os tipos.


Nos perdemos pela feira (já perdendo o destino, claro) e entramos em um mercado local, cheio de barraquinhas de todos os tipos. Muito legal!




Andamos para lá e para cá, impressionados com a variedade de ingredientes locais e com alguns costumes.


Saímos do mercado, andamos mais um pouco e voltamos ao metrô, bem felizes (eu, pelo menos) com o que tínhamos visto! Não chegamos ao tal mercado famoso, mas esse que vimos já me deixou contente!
Nosso próximo destino seria Hollywood Road e Man Mo Temple, mas agora indo no lugar certo. (se não entendeu, clique aqui). A Bebê 1 queria muito ir de Tram (um tipo de bondinho bem fininho e dois andares, bem típico daqui). Fomos então!


Descemos na mesma estação que tínhamos programado no dia anterior, a Central e vimos no mapa do Bondinho o número da estação que tínhamos que descer, dentre as três ou quatro mais próximas da Central.



Para chegar na Hollywood Road, o local do templo, tem diferentes maneiras, mas a mais legal é indo pelo maior conjunto de escadas rolantes do mundo. Depois de subir um montão de escadas rolantes, você ainda ganha um crédito de HKG 2,00, no seu Octopus, por ter usado esse tipo de transporte, ao invés de usar ônibus ou metrô (uma maneira de descongestionar as vias públicas). Para que você se localize, a escada chama Mid-level Escalators e tem indicações dela em diversos lugares.

Saindo da escada, adivinha! Começou a chover. Esperamos embaixo de um toldo enquanto um cachorrinho esperava desesperadamente seu dono ir ao mercado.

Passou a chuva, depois de uns 10 minutos e já estávamos na rua certa. Andamos uns 500 metros e chegamos no templo. Diferente e peculiar! O Man Mo Temple é um local dedicado às divindades da guerra e do estudo. Na época da China Imperial, caso um aluno fosse reprovado em alguma disciplina, corria o risco de ser morto, então, na época das provas, acendia um incenso gigantesco em espiral no templo, até que conseguisse o sucesso.



Esse mesmo incenso também é válido quando os maridos saíam em guerras e batalhas. As mulheres acendiam para que voltassem em segurança.
Por fora e por dentro o templo é bem sujo e malconservado, mas vale a pena a visita, pois já visitamos muitos templos e não vimos nada igual! Ah, e é de graça!
Saindo de lá, têm muitos restaurantes e barzinhos no caminho de volta, no sentido de volta à estação, mas são ABSURDAMENTE caros. Enfim, tinha bastante turista por ali, afim de gastar dólares ou euros, mas eu não estava muito afim de gastar nossos suados e desvalorizados reaizinhos…
Andamos mais um pouco em meio a um festival que estava se organizando por ali, o Heritage Village Festival, que reúne muitas famílias nessa época para relembrar alguns costumes tradicionais da região. Para nós parece uma quermesse, com jogos, barraquinhas de comida, tem também muitas barraquinhas de artesanato, do tipo faça você mesmo. Você senta ali e pinta alguma coisa, faz um tapete, uma dobradura. Bem diferente.




As meninas queriam ir, mas não era muito convidativo. Ninguém parecia falar inglês. Ali mesmo, encontramos um restaurante tailandês bem convidativo. Um ambiente agradável e um preço bom. Entramos para matar as saudades! Acredita que separamos uma parte da comida (muuuuuito picante) que não queríamos, em um prato à parte (tipo pratinho de churrascaria ou pizzaria rodízio que você coloca gordura e borda de pizza, sabe?). Então… embalaram para viagem!!! Saímos de lá com uma sacolinha de resto de comida que não íamos comer nunca…


Essa região que estávamos é chamada de Soho (South of Hollywood Road) e é bem embaixo de onde você sai das escadas rolantes.
É uma região bastante antiga de Hong Kong e é conhecida como antiga Hong Kong. Atualmente, bastante badalada e hipster, onde você encontra desde porcelanas baratas e jóias falsas, até marcas de estilistas renomados e experiências gastronômicas autênticas, como é o caso do famoso chá herbal e do caldo de cana (sim, você leu certo!) do Kung Lee (essa aí embaixo) – loja bem simples instalada há décadas na região – até a tradicional Yum Cha, onde você entra em restaurantes para comer dumplings e tomar chá até morrer!!!

Andando um pouco mais para baixo ou mais ainda para o sentido contrário do templo, você estará em Lan Kwai Fong, bairro lotado de restaurantes e barzinhos que ficam abertos até altas horas. Como era hora do almoço, o movimento ainda estava fraco, mas deu para sentir o clima do local.
No caminho, tem uma rua bem famosa pelo seu calçamento com pedras colocadas em diferentes níveis, para evitar os escorregões dos moradores. Ela ficou conhecida como Stone Slabs Street e é a Pottinger Road.



Esse dia continua… Estamos só no pós-almoço…

Uma resposta para “Hong kong – terceiro dia”

  1. Hong Kong – terra de contrastes – Viagem, comes e bebês disse:

    […] da Pottinger Street (se não entendeu, clique aqui), nos dirigimos ao metrô, estação Central, mas a Bebê 1 insistiu novamente para pegarmos o Tram […]

O que você achou desse post? Comenta aí!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *