Hong Kong
18/07/2017

Os mercados de rua em Hong kong

Hong Kong é uma das cidades típicas do Oriente lotada de mercados de rua. É realmente muito interessante você andar pelas avenidas lotadas de gente, carros, ônibus, prédios gigantescos e, de repente, virar uma esquina ouvindo um barulho de feira de rua, com cara de interior e se deparar com um monte de barraquinha no meio da rua e um monte de lanternas chinesas (aquelas vermelhas, sabe?). Isso é Hong Kong. Uma cidade que agrada diferentes públicos.

Depois da experiência shopping chique, “assalto” no restaurante, multidão gritando e decepção no Mc Donald’s (se não entendeu, leia aqui), pegamos novamente o metrô e fomos em busca dos tais famosos mercados de rua. Começamos indo para o mais longe, o Flower Market.
Para tanto, é só descer na estação Prince Edward que você encontra. Sim, claro, isso foi o que eu li em um monte de blog que eu pesquisei. Então, não é beeeem assim… A estação do metrô está certa, mas quando você desce do metrô se depara com, pelo menos 8 saídas diferentes. Qual escolher? Sei lá (tinha lido no site oficial de Hong Kong (http://www.discoverhongkong.com) que era na saída B1, mas fiquei meio em dúvida)! Escolhemos uma qualquer (em nenhuma delas dizia onde era o Flower Market, assim, explícito). Aí você deve estar se perguntando: Ah, erro seu! Por que você não viu a rua que era o Mercado? Claro que eu vi, mas no mapa (que aliás foi o único lugar que achei essa informação, o mercado ficava em várias ruas e nenhuma delas estava indicada em nenhuma saída do metrô.

Bom, não importa… Saímos para a rua (pela B1) e lá fora, demos sorte de encontrar um mapa que indicava onde era o Flower Market!!! Sim!!! Incrível! Em inglês! Verdade! Então, só que era meio longe e o mapa não indicava para que lado tínhamos que ir (agora você deve estar se perguntando: você não sabe ler mapas, tem que ver a Rosa dos Ventos! Sim, sei ler mapas, sei ler bússola, sei fazer tudo aquilo que o Waze faz automaticamente todos os dias nas nossas vidas, e sei fazer do modo beeeem tradicional! Minha esposa inclusive disse, no meio da viagem, que é um absurdo o modo como eu sou antiquado e quero sair todos os dias com mapa de papel… sim, adoro mapas de papel, só não os uso em São Paulo). Pois é, no mapa que achamos na rua não tinha NENHUMA indicação de onde ir…. Seguimos instintos: começamos a andar em direção contrária à um monte de gente carregando flores!!!

Andamos um tanto e nos deparamos com duas lojinhas, até grandinhas, com flores. Chegamos? Não era possível. Olhei em volta e vi mais um monte de gente com flores vindo de uma rua. Continuamos o caminho até encontrar uma fileira imensa de lojas de flores.

Vou aqui fazer uma breve pausa: eu estava imaginando um mercado de rua, bem típico de filmes, meio parecido com o que vimos na Tailândia, mas não é assim. O Flower “Market” (entendeu as aspas?) é bem bacana, pois dá para encontrar um monte de coisa diferente do que temos no Brasil. Uns arranjos lindos e umas flores muito coloridas e únicas, mas é só para dar um passeio rápido. Programe 30 minutos a 1 hora, no máximo para conhecer toda a região, inclusive entrando em algumas lojas e tirando muitas fotos (algumas permitem, outras exibem um cartaz proibindo fotos na entrada – preste atenção – se bem que acho que eles não respeitam muito esses avisos…). Se você for um aficionado por flores, talvez precise de mais tempo.


O mercado é concentrado em duas ou três ruas (Flower Market Road, Yuen Po Street e uma menorzinha sem nome) e NÃO é um mercado de rua. Como eu disse, são várias lojas enfileiradas em duas ou três ruas, mas são lojas, não barraquinhas.
Voltando em direção ao metrô, para chegar na nossa próxima parada (não iríamos de metrô, mas tinha que passar por ele – era o nosso ponto de referência), resolvemos mudar a rota. Explico:
Na ida ao Flower Market, passamos por um mercado de rua (sim, de rua mesmo – com barraquinhas!) que nos pareceu bem interessante e estava marcado no meu mapa (em nenhum guia aparecia, mas estava indicado no mapa que tinha aquilo ali). Então, como o caminho até a próxima parada era longo (íamos no Ladies’ Market em MongKok, um bairro de Kowloon), decidimos desviar um pouquinho e conhecer o não tão famoso (#sqn) mercado da Fa Yuen Street.

Uma rua de pedestres, imensa, LOTADA de barraquinhas de todos os tipos. Comidas diferentes, bugigangas, quinquilharias, coisas antigas, coisas falsas (pelo preço só podia), coisas baratas, outras nem tanto, milhões de capinhas de celular (compramos uma capinha para o IPhone por R$10,00 depois de negociar – começou com R$30,00, e uma película de vidro por R$5,00 – essa não teve negociação – ok, compramos um carregador de iPhone por R$20,00 e não funcionou…), enfim, tudo o que um bom mercado de rua chinês deve ter (bem coisa de filme, sabe?).

Pensamos também em comprar um guarda-chuva, pois não tínhamos trazido os nossos e aqui chove bem nessa época do ano, mas não achamos tão baratinho assim (custava uns R$20,00, mas comparando com o resto, achamos meio caro).
Começou um chuvisquinho fininho e resolvemos seguir caminho. Fomos em direção ao Ladies Market, passando pela Nathan Street e pela Mong Kok Road. A chuva aumentou e entramos em um mini shopping, bem estilo 25 de março. Totalmente chinês e feito para os chineses (mesmo não estando na China, hein! Lembre-se que estamos em Hong Kong). Tudo escrito em chinês, ou seja, não entendíamos nada! Todos falando em chinês e nos olhando com cara estranha. Enfim, andamos por lá e, para nossa surpresa, era um mega shopping com vários andares lotados de lojinhas de todos os tipos, principalmente roupas e bugigangas. Fomos ao banheiro (Bebê 1 estava apertadíssima), passeamos um pouquinho e fomos em busca do próximo mercado, pois já estaca ficando bem tarde.

Colocamos o pé para fora e desabou o mundo (por que não compramos os guarda-chuvas???). Voltamos de novo e fomos tomar um negocinho em uma lojinha X, com uma fila imensa, devia ser bom, né? Não… era excelente! Digo negocinho, pois não sei o que era. Acho que era algum tipo de chá misturado com frutas, mas estava escrito em chinês e eu escolhi pela foto. Estava muito bom mesmo!


** Pausa: minha esposa sempre reclama que eu fico olhando o que os outros estão comendo (por que será né?). Então… ainda bem que fiquei olhando!
Passou a chuva e fomos em busca do Ladies Market. Esse mercado não tem nada a ver com o nome. Na verdade, a história diz que antigamente era um local onde as mulheres vendiam aquilo que produziam, principalmente artesanato e comida. Mas hoje já não é mais assim. Não é mais exclusividade das mulheres. Você encontra barracas de homens e mulheres vendendo TUDO, tudo aquilo que vendia no outro, com a diferença que é um pouco mais turístico. (O mercado fica na Tung Choi Street, em Mong Kok, e para chegar lá, é só descer nessa estação, na saída E2, ou fazer o mesmo caminho que fizemos)

Compramos alguns pen drives muito bonitinhos. 5 unidades de 16 GB por HKG 50,00. Baratíssimo não? Pena que, quando testamos, não funcionaram! Compramos dois guarda-chuvas, compramos uma mochila bem legal e bem barata e só! A chuva deu uma pequena trégua e lá fomos nós para o metrô para voltar para casa.

Tínhamos programado para esse dia, visitar o Temple Market, que fica na Temple Street(☺). É o mercado noturno mais famoso daqui, funciona das 18h00 até às 2h00 e um pouco mais (algumas barracas fecham ainda mais tarde). Porém já era 19h00 e às 20h00 iria acontecer um show de fogos na Baía de Hong Kong, em comemoração aos 20 anos de libertação britânica e nós queríamos ver. Então decidimos por cancelar o passeio e pegar o metrô de volta.
Outra pausa: todas as noites acontece um show de luzes e música na baía (Victoria Harbour) que dá para ser avistado por diferentes pontos, mas os mais comuns e mais interessantes são no Tsim Sha Tsui Promenade ou em Wan Chai, em frente ao Golden Bauhínia Square (escolhemos esta última opção). Os fogos iriam acontecer no mesmo lugar, então preferimos já atravessar a baía (de metrô) para evitar a multidão no retorno.
Chegamos na estação 19h45 e fomos em direção à multidão, seguindo o fluxo. Era muuuuuito longe. Andamos cada vez mais rápido. Todo mundo já esgotado, mas não íamos morrer na praia né? Andamos, andamos e andamos e, de repente, percebemos que tinha que descer uma escadaria e andar mais uma distância quilométrica para avistar os fogos (normalmente não é assim, mas nesse dia estava lotado de barreiras em todos os cantos, acho que para controlar a multidão). Nos demos conta que não chegaríamos nem no final dos fogos (iria durar 20 minutos), então abortamos e encontramos uma segunda multidão indo para um lugar alternativo, sem uma vista tão bacana, mas que daria para ver. Chegamos PONTUALMENTE às 20h00 e pudemos ver tudo! Muito bacana!


Às 20h05 começou uma tempestade! Olha só que bom né… nosso lugar era coberto! E o caminho de volta até o metrô, coberto também!!!
O calor estava insuportável e estávamos bem cansados e com fome. Resolvemos que já estava bom de fogos e voltamos para o metrô. Ainda bem, pois a multidão estava absurda e o metrô estava completamente vazio.
Programamos também, jantar em Lan Kwai Fong, mas já entenderam o desfecho do dia né? Nada feito! Fica para a próxima! Paramos no Mc Donald’s grudado no hotel e comemos no quarto bem felizes e recarregando as energias para o dia seguinte!

Uma resposta para “Os mercados de rua em Hong kong”

  1. Hong kong – terceiro dia – Viagem, comes e bebês disse:

    […] tranquilamente e bem descansados. Não conseguimos cumprir todo o roteiro no dia anterior (LINK “OS MERCADOS DE RUA EM HONG KONG”), mas, se você quer saber, eu gosto de programar um montão de coisa para o mesmo dia. O que não […]

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