Hong Kong
16/07/2017

Kowloon – o lado mais tradicional de Hong Kong

Descendo do barco já pudemos notar uma gigantesca diferença entre a ilha de Hong Kong e a ilha de Kowloon. É quase como comparar um passeio no Itaim e um passeio na Praça da Sé.

Então, só que uma Praça da Sé bem chique. É interessante… uma multidão, uma gritaria, milhões de pessoas distribuindo panfletos, uma correria para cá e para lá, uma sujeira na rua, um trilhão de pessoas fumando loucamente e isso tudo em frente às lojas da Channel, Louis Vitton, Hermès, Tiffany, Rolex, um Shopping gigantesco, todo chique, com pessoas tocando harpa e piano, uma orquestra sinfônica se apresentando na frente e os camelôs, pessoas cuspindo no chão, gritaria, confusão, gritaria, gritaria, gente, gritaria, gente, gente, gritaria. Entendeu? Se ficou confuso, esse era o objetivo… assim foi nossa chegada a Kowloon!!!



Então, assim que descemos do barco e nos desvencilhamos da multidão, demos de cara com a famosa torre do relógio. Um ponto turístico bastante visitado, mas… enfim, uma torre minúscula com um relógio! Em uma praça bem feia… dispensável!

Continuamos nossa andança em busca do almoço e entramos no shopping (gigantesco, como não!). Andamos, andamos e andamos um pouco mais atrás de algo que as meninas e a esposa comessem. Encontramos quatro opções de restaurantes italianos (um deles inclusive do Jamie Oliver) e lá fomos em busca deles. Ficava cada um em um canto, um mais longe que o outro. Mas ok, achamos o primeiro: opções interessantes, mas absurdamente caro (tipo um spaghetti à bolognesa por R$120,00!). Fomos no segundo, o do Jamie Oliver, caro também, mas não gostamos muito das opções. Chegamos, depois de muito tempo no terceiro, quase nos arrastando pelo caminho de tanta fome e cansaço. Tinha um cardápio bem interessante na porta, com um preço bem convidativo. Um menu fechado, com direito a entrada, principal, bebida e sobremesa por cerca de R$100,00. Era esse! Lindo! Ainda tinha cardápio infantil, pela metade do preço!! Perfeito! Entramos!

Um lugar muito bacana, chamado Al Molo. Muitas opções no brunch. Ótimo! Procuramos a opção da porta no cardápio entregue a nós e cadê? Pois é, era só dia de semana (estávamos lá no sábado). Ah, tudo bem! Fazer o que? A opção no final de semana era mais cara. Era o brunch (só a comida) por R$120,00 (inclusive crianças).
Escolhemos essa, pedimos bebidas (só eu pedi um drink, porque era tão caro, que ninguém teve coragem – eles serviram água (que no hotel dizia que não podia beber água da torneira, mas aquela, sabe-se lá de onde vinha – bebemos…)). Escolhemos uma massa à la carte para as meninas (spaghetti à bolognesa) que demorou uma eternidade para eles entenderem que queríamos o molho à parte (explico: Bebê 2 é exigente (chata) e não gosta de molho com pedaços de tomate, então sempre pedimos à parte para tentar colocar alguma coisa de molho para que ela não coma macarrão seco – e ela come, hein!).
O brunch era assim… fraco! Todo remexido, com milhões de coisas não identificáveis para seres ocidentais comuns (lembre-se que sou especialista em cozinha francesa…), nada de reposição e tudo bem frio! Ok, mata a fome, mas R$120,00!!! Demais, não?!
Tá, tudo bem! Estamos de férias, felizes, do outro lado do mundo, mas gastamos uma fábula de R$450,00 em um almocinho horrível, que eu pagaria no máximo R$45,00!
Esqueci de mencionar que o macarrão à bolognesa veio com mais legumes do que com carne! E o molho só tinha pedaço de tomate, ou seja, adivinhe como a Bebê 2 comeu?

Saímos de lá meio revoltados e buscamos uma sobremesa. Na frente tinha uma sorveteria japonesa, bem arrumadinha. Paramos e, olhando o cardápio, dei meia volta na hora! R$100,00 um sorvete.

Queria sair correndo!!!! E agora? Era nosso segundo dia em Hong Kong! Iríamos falir até o último dia!!! Quanto as pessoas ganham nesse lugar?
Bom, continuando nossa jornada, saímos correndo do shopping e fomos andar até os mercados de rua famosos em Hong Kong, mas antes… passamos no Mc Donald’s para tomar um sorvete. Afinal estávamos com fome e lá deveria ter algo barato e confiável. Então… mais ou menos… A moça do caixa não entendeu nada o que eu estava dizendo em inglês, fazendo mímicas, apontando no cardápio e me deu um sorvete de queijo!!! Adivinha! Ninguém quis, só eu! Tomei três sorvetes, mais o meu que era uma mistura de sorvete de baunilha com Fanta…
Tá bom, vamos então para os mercados! Quem sabe lá teremos mais opções…
Mas essa história, fica para o próximo post!

Uma resposta para “Kowloon – o lado mais tradicional de Hong Kong”

  1. Os mercados de rua em Hong kong – Viagem, comes e bebes disse:

    […] “assalto” no restaurante, multidão gritando e decepção no Mc Donald’s (se não entendeu, leia aqui), pegamos novamente o metrô e fomos em busca dos tais famosos mercados de rua. Começamos indo […]

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