Hong Kong
06/07/2017

Descobrindo Hong Kong – Big Buddha

A China não é um país primordialmente budista. Hong Kong, região administrativa independente da China, também segue a mesma linha, é prioritariamente taoísta. Mesmo assim, um dos grandes destaques turísticos da cidade é o grande Buddha. Uma estátua imensa de bronze, considerada a maior do mundo em sua categoria, no alto de uma montanha.
Para chegar lá existem algumas maneiras. Escolhemos a mais turística!
Você pode optar por ir de ônibus, taxi, bicicleta ou a pé (essa eu não recomendo de maneira alguma! Pelo tanto de escada que tem, deve demorar 1 mês para chegar e, certamente você chegará com uma inflamação muscular grave, de tanto subir e descer escada…). Qual escolhemos? A de teleférico! Pois é, vamos lá com os detalhes!
Primeiro você deve pegar o metrô até a estação Ngong Ping. Bem fácil, porém demora um século para chegar e custa cerca de HKG 25,00, dependendo da sua localização inicial (caso você tenha esquecido ou perdido algum detalhe, leia aqui. Assim que você sai da estação, já vai ver diversas placas como essa abaixo:

É só seguir as indicações que você encontra facilmente o lugar para pegar o teleférico.
Um detalhe: caso você seja enlouquecido por compras, logo na saída da estação tem um Outlet lotado de lojas de marcas famosas. Não entramos, então não sei dizer se o preço é bom, mas, caso você queira carregar uma montanha de malas pela sua viagem à China, esse é o momento (outro detalhe: não se engane pensando que tudo na China é barato… não é bem assim… Vai acompanhando os posts que você vai entender o que estou dizendo).
Bom, voltando ao assunto, seguindo as placas você vai encontrar a fila para comprar os tickets do Ngong Ping 360. Têm vários tipos de tickets que dá para escolher. Resumindo: o mais barato (que custa uma bagatela de HKG 170) inclui o passe de ida e volta no teleférico no carrinho tradicional e essa foi a nossa escolha!. Também tem a opção de ir com um carrinho com chão de vidro (não vale a pena, pois só tem árvores pelo caminho e é muuuito mais caro) ou de incluir mais atrações no seu passe (filmes em 3D, tours guiados e almoço vegetariano nos jardins do templo).

Chegamos muito perto do horário de abertura do parque (10h00) e já estava uma fila imensa para subir. Demoramos cerca de 1 hora!

Na nossa vez, embarcamos com uma família de asiáticos, e que falavam inglês fluente, com dois meninos pequenos. Assim que saímos, cada um pegou sua câmera e começou a filmar e fotografar tudo desesperadamente! Muito engraçado!!

O trajeto demora cerca de 30 minutos e é muito bonito. Você tem uma vista incrível do aeroporto e do highline da ilha de Lantau e arredores (a estátua não fica na ilha de Hong Kong). Pelo caminho, dá para avistar a trilha com os milhões de degraus que sobem e descem pelas montanhas até chegar o grande Buddha.

Chegando bem pertinho, é possível ver a estátua e o lindo e colorido templo ao lado.



Desembarcamos na vila de Ngong Ping, extremamente bem cuidada e limpa, cheia de lojinhas e restaurantes (locais e também servindo comidas internacionais). Nos dirigimos até a estátua e lá estava ela, imensa e distante de nós apenas há 250 degraus! Agora imagina só a sacanagem que é, você chegar a pé, depois de subir e descer os trilhões de degraus e ainda se deparar com a estátua do Buddha “em cima” de um prédio de 14 andares!!! É de matar, né?!

Subimos a imensa escadaria, depois de viajar 14 horas até Dubai, fazer uma escala de 19 horas (dormindo em um hotel, claro), viajar mais 8 horas até Hong Kong (à noite e sem conseguir dormir no avião, por estarmos em um horário todo trocado), demorar quase 2 horas para chegar ao nosso hotel, usando o transporte público (leia aqui), esperar mais 2 horas até que o atendente de hotel conseguisse decifrar nossos nomes no passaporte (tá, tudo bem, tivemos o azar de pega um aprendiz, mas…), não conseguir entrar no quarto, por não estar liberado ainda, pegar mais um monte de transporte público e voltar perto do aeroporto (sim, como você viu em uma das fotos, passamos por cima do aeroporto), querer almoçar enquanto ainda era hora do café da manhã… Enfim, subimos a escadaria, enfrentando o calorzinho de 32 graus, com sensação de 38 e umidade de 78,9%! Mas chegamos lá! Vencemos! Estávamos bem perto do Big Buddha! E valeu a pena! A estátua é linda e impressionante!

Embaixo da estátua, tem um museu com umas gravuras da época da construção, bem interessante e, em volta, têm algumas estátuas de deuses taoítas.

Descendo as escadarias de volta à vila, você pode optar por visitar o templo e suas 10 mil estatuetas de ouro (não pudemos entrar pois estava fechado por conta das comemorações de aniversário de 20 anos de Hong Kong sem a dominação britânica) – vimos só por fora e é lindo! – também pode comprar um almoço vegetariano para ser apreciado nos jardins do templo, pode visitar o Wisdom Path ou pode ir direto para os restaurantes e lojinhas.


Como já era hora do almoço e estávamos famintos e morrendo de sono, resolvemos parar para comer em um japonês (sim, japonês!) bem tradicional, antes de voltarmos para o hotel para descansar!
Fizemos todo o longo trajeto de volta e chegamos no hotel às 16h00. Dormimos até o dia seguinte (cada um no seu dia seguinte: eu acordei 0h01, Bebê 1, 2h00, esposa, 4h00 e Bebê 2, 5h00) preparados para mais uma aventura nas Terras do Oriente!

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