Hong Kong
03/07/2017

Do outro lado do mundo

Enfim chegamos na China! Na verdade, ainda não… Chegamos em Hong Kong, que ainda não é a China, mas é bem perto.

Uma loucura, mas ainda não consigo descrever muito bem, afinal acabei de chegar, então vamos a alguns detalhes práticos: pousamos no aeroporto de Hong Kong. Gigante, feito em uma ilha inteira só para ele, lindo, limpo, organizado e com uma incrível facilidade de transporte (é aqui que paro para pensar. Estou em um país de terceiro mundo, vivo em outro país, também de terceiro mundo… nossa! Quanta diferença, né?

Enfim, melhor mudar de assunto: para entrar em Hong Kong não precisa de visto, mas precisa de paciência. Digo isso, pois foram 14h30 até Dubai, uma escala de 19 horas (sim, uma hora explico porque fizemos dessa forma) e mais 8 horas de vôo até Hong Kong, além de uma diferença de fuso de 11 horas. Ainda estamos meio desnorteados (agora são 3h16 da manhã e estou super acordado desde à meia-noite).

Pousamos, descemos do avião, ficamos tensos com a quantidade de policiais (da alfândega) armados, inclusive, que estavam diante da saída dos passageiros, andamos centenas e centenas de metros, por esteiras rolantes imensas, subimos e descemos por elevadores, andamos e andamos um pouco mais até que chegou o local da imigração. Antes disso, eles têm câmeras térmicas que medem a temperatura das pessoas (loucura né?). Não quero nem saber o que acontece, se caso você passar ali com febre…

Uma filinha de uns 15 minutos e nos deparamos com uma policial simpaticíssima! Não nos perguntou nada, morreu de rir com a Bebê 2 (até quando vou chamá-la assim??) e seu unicórnio de pelúcia e chegamos nas nossas malas, ainda descréditos que elas estariam lá. Sim, estavam! Uma rodando na esteira e uma do lado de fora, com o cadeado e o zíper quebrados!!! Pois é, nada foi mexido e a mala estava ok, mas o cadeado foi destruído!
Fui até o local de reclamação e me surpreendi mais uma vez com essa companhia aérea que tanto gostei e gosto cada vez mais (já sabem qual é?). Sem discutir, me ofereceram 70 dólares em dinheiro para que eu comprasse outra mala igual! Eu tinha a opção de mandar arrumar quando chegasse no Brasil ou comprar outra ainda em Hong Kong. O atendente me disse que esse era mais ou menos o valor que iria pagar por aqui e pronto, aceitei! Mais fácil!! Incrível!!!
Bom, nos dirigimos para a saída, andamos mais e mais, tiramos algumas fotos e pronto: chegamos do outro lado do mundo! Tá bom, ótimo, legal, interessante, mas e ai? Como vamos para o hotel??? Pausa para explicações: infelizmente não tive muito tempo para planejar todos os detalhes dessa viagem, então eu sabia como iria chegar ao hotel, mas tinha muitas dúvidas, pois além de não ter tido tempo para o planejamento, as informações que encontrei ou eram antigas demais ou bem falhas, então agora, vou colocar o guia mais completo do mundo de como ir do aeroporto a um hotel na ilha de Hong Kong!
Primeiro, se dirija ao MTR Airport Express. Não tenha dúvidas, nada de economizar numa hora dessas (bom, mais ou menos. Em hipótese alguma contrate um transfer do hotel ou pense em pedir um táxi (custa U$175,00 dólares só de ida… sim, dólares americanos, que valem 7,5x o dólar de Hong Kong). Um absurdo!!!). Na verdade têm três opções: ou você pega o Airport Express e chega em 24 minutos na cidade, com a vantagem de poder pegar um free Shuttle até o hotel, ou você vai de metrô e enfrenta as escadarias, o entra e sai e o mundo de gente, ou você pega um ônibus e seja o que Deus quiser em relação à sua parada no hotel (quero só ver se você é capaz de entender os “arabescos”, as escritas super fáceis daqui). Ah, também tem a hipótese de você pegar carona ou ir à pé, mas dessas prefiro não falar…
Se você for esperto e não se importar de gastar uns 20 reais a mais, selecione o MTR Airport Express! Agora lá se vão mais dicas: compre diretamente com a moça do caixa, não compre na máquina. Por quê? Para pegar fila? Não! Para ver as promoções!

Na internet eu vi que o passe de ida custava HGK115,00 por adulto e HGK57,50 para crianças até 11 anos, ou seja, gastaria HGK345,00. Tem uma opção de compra online, porém precisa ter endereço e cartão de crédito chinês, então, sem chance! É só para turista chinês!
Quando cheguei no caixa, a moça me explicou, em um inglês excelente (!!!), que, se eu pagasse em dinheiro, eles estavam com uma promoção que sairia HGK310,00. Mas não é só isso: com esse valor, eu ainda levaria 2 cartões Octopus (já explico) para as crianças e conseguiria resgatar HGK100,00 se os devolvesse no final da minha estadia. Perfeito! Mas ainda não acabou! Esses cartões ainda me dariam direito a usar HGK20,00 cada nos meios de transporte da MTR na cidade (que são todos os metrôs). Ou seja, nossa ida ao hotel ficou por HGK170,00!!! Menos da metade do preço. (isso corresponde a uns R$80,00).
Mais uma pausa: nas minhas pesquisas, ninguém dizia que eu tinha um transfer grátis até o hotel (Ah! E não é o hotel que dá, mas sim a MTR!!!). Eu tinha calculado também o valor das passagens de metrô, ou seja, fiquei realmente feliz com o desconto! Por isso, não economize! Vá de MTR Airport Express!!!


* Vamos entender rapidamente agora o que é o tal do Octopus. É um cartão tipo Bilhete Único, sabe? Você pode andar em todos os transportes públicos daqui, recarregando com qualquer valor, é claro, e ainda é aceito em uma série de estabelecimentos, desde alimentos e bebidas, até lojas de roupa e departamento (até na Apple Store aceitam, acreditam?). O custo inicial é de HGK150,00, mas você pega HGK50,00 de volta, caso devolva. O preço do metrô por aqui é bem variável, depende da distância que você percorre. Você deve passar o cartão na entrada e na saída. Se você não tiver saldo para sair, não tem problema, tem um caixa automático para reabastecer antes de sair. Bem prático!

Bom, chegamos no hotel às 8h00 e claro, nada cansados. Só queríamos subir no nosso quarto, mas… #sqn! O quarto estaria pronto somente às 15h00 (me recusei a pagar uma diária a mais aqui… e não me chame de pão duro! As diárias aqui custam o preço de NY, ou seja, uma fábula!!!). Bem cansados, sujos, suados e famintos, fomos no nosso primeiro destino aqui em Hong Kong. Qual foi? Não percam o próximo post!

Uma resposta para “Do outro lado do mundo”

  1. Descobrindo Hong Kong – Big Buddha disse:

    […] dependendo da sua localização inicial (caso você tenha esquecido ou perdido algum detalhe, leia aqui. Assim que você sai da estação, já vai ver diversas placas como essa […]

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