Kanazawa
17/01/2016

A cidade de Kanazawa (parte II)

Continuando a experiência em Kanazawa, acordei bem cedo e fui correr no Castelo de Kanazawa. Uma experiência incrível! Cheguei lá por volta das 7h00, horário que ainda estava escuro, porém começando a aparecer uns raios de sol. Ainda não tinha ninguém visitando, já que o castelo só abre às 9h00 para visitação. O que estava aberto (a partir das 5h30) era o jardim do castelo.Essa foi a visão que eu tive! (Se bem que, como não sou fotógrafo, ao vivo era mil vezes mais emocionante) É incrível o sentimento de paz e tranquilidade que tive, mesmo correndo logo cedo a 2 graus!!!

Chegando de volta ao hotel, tomamos café lá no quarto mesmo (a Starbucks vai ficar rica…) com algumas coisas que eu comprei no caminho, nos trocamos e fomos para o castelo. Agora com o propósito turístico e com a família inteira reunida. É claro que não fomos só nós  que tivemos essa ideia, então a visão já era bem diferente daquela que encontrei pela manhã.  O castelo de Kanazawa foi primeiramente dominado e reconstruído pela família Maeda, do domínio Kaga no fim do século XVI e sofreu com terremotos, incêndios e muitas invasões, sempre sendo reconstruído ao longo dos anos. Sua última reforma foi em 2010.
Dentro do castelo (o ingresso custa cerca de 10 reais e você deve deixar seus sapatos na porta – eles fornecem chinelos para você andar por lá), é possível conhecer um pouco da história e perceber que ele foi inteiramente construído sem a utilização de pregos. É todo de madeira encaixada uma na outra. Incrível!
       

método de encaixe das madeiras

 
O ambiente é tão tranquilo que, mesmo com muitos turistas, às vezes acontece isso…

O portão e a ponte de entrada do castelo ainda são originais, do século XVI!

Saindo de lá, continuamos nosso passeio pelos jardins do castelo e já nos direcionamos para o jardim Kenroku-en, considerado como um dos mais belos jardins do Japão.
Kenroku-en significa jardim das seis qualidades. Isso quer dizer que lá você conseguirá encontrar: espaço, reclusão, construção, antiguidade, água e vista (as qualidades que todo jardim deveria possuir, segundo as tradições japonesas).
Realmente vale a pena a visita. O jardim é lindo! E, no dia que fomos (domingo), a visita era gratuita. Nos outros dias são pagos cerca de 10 reais para a visita. Lá você pode encontrar a fonte de água mais antiga do Japão e uma lanterna que simboliza a interdependência da terra e da água. Além disso, é possível (não só lá…) perceber como o japonês valoriza a natureza. Cada árvore, para que cresça de forma harmônica, é amarrada com cordas e bambus. 
  
  
Logo quando entramos no jardim, nos deparamos com uma lojinha com artesanato local e algumas comidas. Como já estávamos com certa fome, comemos esse bolinho de arroz (dango). O que vinham três era servido com um molhinho doce à base de soja e o outro, com a alga, era recheado com soja fermentada. Ambos muito bons! (Já falei mais sobre isso aqui)

Saindo de lá, já era hora do almoço, então fomos até uma rua (Chemise Street) que circunda o jardim, dar uma olhada nas opções. Até tinham algumas, mas preferimos continuar procurando no caminho de volta ao hotel.
Acabamos voltando ao mercado Omicho para tentar ver se tinha alguma coisa aberta, mas não tivemos sucesso… Porém, os restaurantes no segundo andar estavam todos lotados. Escolhemos um chinês que era o único que tinha lugar… Os outros tinham filas gigantes na porta e eram bem caros, com opções beeeem asiáticas e diferentes do que vemos no Brasil. Interessante, mas com duas crianças às vezes fica um pouquinho complicado…Comemos bem! 
Continuando o passeio, fomos até o bairro dos samurais. Nagamachi fica afastado 1 km do castelo, facilmente acessível a pé, já que a cidade é praticamente toda plana (tirando o castelo que fica em uma subida tranquila). Lá era onde viviam os samurais (guardas do castelo) com suas famílias. Em cada casa é possível encontrar um portão que identificava o clã que o samurai pertencia e sua importância. Algumas casas são abertas para visitação gratuita e a mais importante e mais preservada é a do Samurai Nomura-ka, que foi um dos mais abastados da cidade. Lá dentro (custa cerca de 20 reais a entrada) tem um belíssimo jardim (inclusive classificado pelo guia Michelin) e é possível, no segundo andar, ter uma experiência de uma cerimônia do chá (não fizemos, pois as meninas já estavam um pouco eufóricas e o lugar era bem pequeno – mesmo porque acho que uma criança não tem a menor paciência, nem a curiosidade de participar de uma cerimônia de chá… Mas, quem sabe em uma próxima oportunidade…).
      

No final do passeio (tem um monte de ruas pelo bairro, bem interessantes), fomos até o museu de arte contemporânea do século XXI. É bem legal e bem moderno, mas não entramos, pois já não dava mais tempo (já estava fechando). Independente disso, do lado de fora tem um monte de obra que você pode ver e “usar”… Foi bem divertido para as meninas!
    
E também tomamos o melhor sorvete de leite da nossa vida! Com uma casquinha deliciosa! Chamava Cremia. Tem por todo o Japão.
Saindo de lá, já a caminho do hotel, paramos em um templo, o Ishiura-jinja, e tiramos um bilhetinho da sorte para a minha esposa. Pena que estava em japonês… Mas seguimos a tradição e amarramos do lado de fora, junto com os outros milhares que lá estavam!

Ainda no caminho do hotel, resolvemos parar em uma loja de departamentos, a Korimbo, com um monte de lojas famosas, de grife, tipo Chanel, Armani, Prada, Louis Vitton… E, no subsolo tinha um mercado gigante com um monte de lojas que vendiam comida pronta. Nossa solução para o jantar. Compramos algumas guloseimas e fomos para o hotel.

Chegamos no hotel e adivinhe! O restaurante do hotel estava aberto e era italiano. Tá, tudo bem, não resistimos e fomos jantar lá! As guloseimas ficariam para o dia seguinte, que teríamos que almoçar no trem… Não perca as próximas aventuras…

2 respostas para “A cidade de Kanazawa (parte II)”

  1. cristina borges disse:

    ola adorei seu review sobre kanazawa. em que hotel voces ficaram hospedados la´? grata

    • Luiz Araujo disse:

      Olá Cris, ficamos no Resol Trinity Kanazawa. Achei um hotel ótimo e super bem localizado! Bem em frente ao mercado que contei nos posts e muito próximo da estação de trem (fomos a pé!). Na época, também tinha visto um outro com muitas recomendações positivas: Hotel Nikko Kanazawa. Acabamos não ficando lá, pois não aceitavam 4 pessoas no quarto que tinha reservado…

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