Japão
06/01/2016

A chegada ao Japão 

Chegamos ao Japão! Mais precisamente, em Tóquio. Que emoção! Estávamos do outro lado do mundo, a 18.000 quilômetros de casa, 11 horas adiante… E não sabíamos falar mais do que cinco palavras em japonês (acho que estou até exagerando… Sabia falar obrigado e adeus… SÓ!). Bom, tudo bem, estamos no Japão, um país super desenvolvido, com taxa de analfabetismo tendendo a zero, super preparado para o turismo mundial, todo mundo falando inglês nas ruas e tudo muito bem sinalizado!

É… Não sei onde vi tudo isso que eu falei. Tá, tudo bem. E, relação ao desenvolvimento e ao analfabetismo eu tinha razão, mas de resto… (Não percam os próximos posts!!!)

Nem tudo era sinalizado em inglês, os japoneses, de um modo geral, tentam, mas não sabem falar inglês… Nem nos hotéis! Quando cheguei no hotel, o recepcionista perguntou: “May I help you?” (Posso ajudar? – em inglês) e quando falei que sim (em inglês também) eu percebi que ele não sabia falar mais nada… Começou a falar em japonês comigo e pediu ajuda a uma outra moça, que também não sabia inglês direito!!! E estava em um hotel super bem localizado, bem caro, diga-se de passagem e era quatro estrelas!!! Vai entender…
Olha que auto-explicativo… E veja que aí ainda tem informações em inglês…

Bom, mas tirando o fato que eu teria que fazer muitas mímicas, o povo japonês é absurdamente receptivo, gentil e educado (com a única exceção quando eles têm que entrar em algum lugar – trem, metrô, restaurante, lojas, elevador – eles passam por cima de você e acham que cabem em qualquer 10cm quadrados – acho que eles são acostumados a espaços pequenos), nunca fui em algum lugar onde o povo fosse realmente tão educado e prestativo. Cheios de formalidades e gentilezas. Incrível!!
Voltando ao assunto… Chegamos no aeroporto, passamos pela imigração (também muito rapidamente – o oficial muuuuuiito gentil – nunca vi isso também!), pegamos nossas malas e fomos em busca de algumas coisinhas antes de nos dirigir ao hotel.
1. Aluguei um Wi-Fi no Japão. É um aparelho, parecido com um mini celular (um pager… Lembram?) que disponibiliza acesso para até 10 aparelhos ao mesmo tempo com velocidade 4G LTE (muuuito rápido e ainda muito mais rápido que muita internet a cabo no Brasil – a promessa é de que pega em qualquer biboca no Japão todo… E pega! Em qualquer biboca 😳😳). Basta você andar com ele perto de você e conectar seu aparelho, através de uma senha. O aparelho é recarregável (a bateria durava o dia todo – no site dizia que durava 10 horas, mas durava o dia todo pra nós…) e vem com um envelope de correio para você mandar de volta antes de ir embora. Todo esse pacote, para 1 mês, custou cerca de 120 dólares. Eu comprei na mesma empresa dos passes de trem e, três dias antes da retirada, você recebe uma senha e o número de localização no correio por e-mail. Você deve retirar no aeroporto, no terminal de desembarque, na agência dos correios. Vou fazer uma pequena pausa: a agência do correio é bem fácil de achar, mas está TUDO somente em japonês, muitas informações, com setas para todos os lados… Fiz uma cara de perdido, uma moça do correio olhou para minha cara e eu disse:”Wi-Fi”. Ela falou mais umas duzentas palavras e disse: “track number” (era o número que eu tinha recebido). Mostrei para ela o número no meu celular e ela prontamente veio com um pacote com a “encomenda”. Não demorou cinco minutos!!! Mais um ponto para o Japão!!! Antes de ir embora, tem que colocar tudo no envelope e deixar nesse mesmo correio. Não pode esquecer, senão paga multa e o barato sai caro – e olha que o aluguel já não é barato…
*** Percebemos, no decorrer da viagem, que esse aparelho não é de extremíssima necessidade no Japão, pelo menos não nos lugares em que fomos, pois em todos os hotéis tinha internet e quase todas as lojas também disponibilizam. Algumas cidades, inclusive, disponibilizam Wi-Fi espalhado pela cidade toda, e gratuito. Descobri também que você pode pedir uma senha de Wi-Fi no aeroporto que funciona em diversos pontos espalhados por todo o país. Isso funciona durante 15 dias e é somente para turistas. Pelo que entendi, não pode pedir mais de uma vez por ano, maaaaas… Quantos de nós vai cinquenta vezes por ano para o Japão? Acho que já está de bom tamanho, não?!
Mas fique claro que ter internet facilitou muito nossa vida em muitos aspectos, como por exemplo, quando precisamos comprar um medicamento… Pudemos procurar na internet o que era e mostramos uma foto do que queríamos na farmácia… Ou quando estávamos andando pela cidade e queríamos saber o que significava uma palavra ou outra ou a direção de algum lugar específico…

2. Fomos trocar nossos passes de trem (informações aqui). Poderíamos fazer isso a qualquer hora antes da utilização (que seria cinco dias depois da nossa chegada), mas preferimos fazer isso logo, pois não sabia ao certo onde poderia trocar – depois descobri que tem mais de uma dezena de postos de troca por toda Tóquio, além de poder trocar em qualquer uma das estações JR (uma linha bastante utilizado pelos turistas – Yamanote Line – já que é uma linha circular que passa por diversos pontos turísticos na cidade). Trocamos sem problemas e já aproveitamos para comprar nosso passe até Tóquio (o aeroporto fica afastado da cidade em, aproximadamente, 80 quilômetros). É um pouco caro, mas não iríamos começar a usar o nosso JR Pass, então arcamos com os custos adicionais…
Depois de tudo isso feito, fomos pegar nosso trem rumo ao hotel. Usamos a linha NEX, que te leva a Tóquio Station em menos de 1 hora. Nossos lugares eram marcados (só pode embarcar nesse trem assim) e fomos sentados confortavelmente (as crianças não pagam – vou explicar isso depois – mas também não tem lugar no trem. Como o trem estava vazio, elas puderam sentar cada uma num banco).

Já na Tóquio Station, compramos um cartão de transporte público chamado PASMO,  carregamos com alguns ienes e ainda tínhamos que pegar mais dois trens até o hotel (um metrô e um trem, na verdade).

Fizemos isso, depois de andar por uns dois quilômetros dentro de cada estação e procurar elevadores (tem em quase todas – às vezes um pouco longe do lugar comum – tipo logo na descida do metrô, mas eles existem) e enfim chegamos na nossa estação. Aqui, tenho que fazer um parênteses e dar mais um ponto para o Japão!
Na nossa estação, não encontramos o elevador e, depois de andar um montão, demos de cara com uma super escada e as bebês estavam dormindo no carrinho. Olhamos um para o outro e ficamos uns cinco segundos pensando como íamos subir. Admiravelmente, apareceu um casal de japoneses e falaram mais umas duzentas palavras que eu não entendi, mas o homem já pegou as duas malas e foi subindo, e a mulher apontou para o carrinho e me ofereceu ajuda para subir, enquanto a minha esposa ficava tomando conta do outro carrinho. Subimos, a moça ficou então tomando conta do carrinho e das malas e eu desci com o moço para pegar o outro carrinho, enquanto minha esposa subia as escadas… Deu até vontade de chorar com a situação!!!
Bom, não sei se no Brasil confiaria fazer isso, pois acharia que eles iriam me roubar, me sequestrar, sei lá… Mas estava no Japão, um país super desenvolvido, com índices de analfabetismo… Já falei isso!!! Ponto para o Japão!
Nosso hotel ficava a uns 300 metros da estação, então fomos com a cambada toda e pudemos descansar de uma longa viagem!!! Claro, depois de ter me entendido com o pessoal do hotel…
Ah, detalhe, nosso jantar foi na loja de conveniência do hotel, que tinha tudo e mais um pouco para vender. Só queríamos descansar para efetivamente começar a viagem!

 
 

3 respostas para “A chegada ao Japão ”

  1. JR Pass – o passe de trem do Japão | Viagem, comes e bebês disse:

    […] Liguei para uma amiga, que trabalha em uma agência mais sintonizada com o mundo e ela me colocou em contato com a pessoa que entende de Japão. Dessa vez ele sabia perfeitamente as informações sobre o passe, mas o único motivo que me fez desistir é que o preço também era em dólar, com uma taxa de conversão nada favorável e o trâmite era muito complicado: tinha que enviar cópia de todos os passaportes (inclusive o das minhas filhas… Não sei bem o porquê) e ele me disse que demoraria cerca de 10 dias úteis para chegar o passe… Então resolvi que ia me arriscar na internet, junto com as milhares de pessoas que comentaram sobre essa agência no E-Komi 😜! Chegou tudo certo e fui feliz assim!! Além do passe, ainda vieram um mapa do Japão e um guia de viagem (um livro!!) sobre viagens de trem no Japão! Não paguei nada a mais por isso… E nesta empresa também aluguei meu Wi-Fi (informações aqui). […]

  2. Pat Louro Divino disse:

    Itadakimasu para sua refeição 😉

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