Japão
02/01/2016

O planejamento de uma viagem ao Japão

Na verdade, essa viagem surgiu meio por acaso. Estava um belo dia fuçando preços de passagens na internet – coisa que faço invariavelmente…. todos os dias! – eis que surge uma dúvida: quanto custaria uma passagem para a China? Pesquisei e adivinha: não estava assim um absurdo. Aí pensei: Ah, e para o Japão? Não é que estava em promoção! Dá para acreditar? Não pensei duas vezes… Decidi o destino do Ano Novo em questão de segundos! (Qualquer dia eu conto qual, na verdade, era o destino anterior). É… Falei para minha esposa: Nós vamos para o Japão! Não é uma coisa que se fala todos os dias, mas é uma sensação indescritível falar isso… Tentem! Mas só falem quando realmente for verdade!😉
Tá, comprei a passagem, mas é dai? Chegar até o Japão é fácil… Bom, mais ou menos… 9h40 até Washington (fui pela United), mais 5 horas de escala, mais 14h30 até Tóquio (fui pela ANA). Aí você sai meia noite de um dia e chega às três da tarde do outro dia… Para ficar mais claro: saí 00h05 de um dia e cheguei 15h20 do outro… (39h15 depois – contando com o fuso). Foi a única vez na minha vida que não existiu uma noite, pois o avião vai indo pelo Pacifico o tempo todo no SOL!!! (Não percam o próximo post) Então vamos lá! Passagem comprada! O que fazer? Como planejar essa viagem? Lembrem-se: com duas crianças! (Agora com 3 e 4 anos) O primeiro passo que todo mundo deve pensar é: vamos tirar o visto, certo? Errado! Para tirar o visto do Japão você já precisa ter comprado a passagem ou ter feito a reserva E ter planejado a viagem inteira, pois eles pedem seu roteiro e os hotéis que você vai ficar (com endereço e telefone). Parece difícil, mas vou explicar tudo direitinho em um outro post. A primeira coisa que deve ser feita então é o roteiro da viagem. Para isso, consultei um milhão de sites e blogs pesquisando tudo e mais um pouco sobre o que eu queria conhecer no Japão, lembrando sempre das crianças e da estação do ano: inverno.  
Para quem está começando agora a ler o blog, sempre quando viajo e levo as crianças (que é quase sempre, não importa para onde vou), tento fazer roteiros mais tranquilos, com menos deslocamentos, paradas mais longas e poucos lugares para conhecer durante o dia. Justifico isso de forma muito simples: as crianças cansam menos, nós cansamos menos, podemos curtir muito mais cada lugar, conhecendo um pouco da vida local e temos sempre justificativa para voltar, pois nunca esgotamos todos os pontos turísticos ou as atrações de um lugar que vamos.
Tracei então o roteiro todo e as cidades escolhidas foram: Tóquio, Kanazawa, Takayama, Nagoya, Kyoto, Hiroshima e Osaka (roteiro detalhado logo mais). Escolhi todos os hotéis e aí sim, fui pedir o passaporte.
Vou confessar que não tinha efetivamente planejado a viagem, tinha só escolhido os lugares, apontado algumas coisas que queríamos conhecer e reservado os hotéis. Fui efetivamente traçar o roteiro 10 dias antes da viagem, aí sim colocando cada detalhe no papel. Neste momento também percebi que não dava tempo para tudo, então retirei alguns itens do roteiro, mas mantive as cidades e os hotéis.
O que eu recomendo para quem vai fazer uma viagem dessa com crianças é que leia o máximo possível, tentando buscar informações se existe realmente condições de visitar determinado lugar com crianças ou não. Exemplo: não adianta querer escalar o monte Fuji ou fazer uma trilha de 10 km em algum lugar… E detalhe: percebi que não é nada fácil achar esse tipo de informação sobre o Japão, pelo simples fato que, por incrível que pareça, mesmo nos dias de hoje, pouca gente tem coragem de se aventurar por terras desconhecidas, seja com criança ou sem. E menos gente ainda escreve sobre isso.
Para se ter uma ideia, até em agências de viagem em que fui perguntar algumas dúvidas e pedir informações, ninguém sabia praticamente nada e muita coisa que era falada, ainda estava errada ou estava de forma completamente diferente do que tinha pesquisado (falarei disso em um próximo post).
Resumindo, leiam, pesquisem, se informem, perguntem, mandem e-mails, leiam mais e mais, mas não deixem de ir, como já diz um velho ditado: “quem tem boca vai a Roma”. E aí digo eu: “Por que só Roma? Vai também para o Japão!!!”

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