Bebês
15/07/2013

Santorini – o trajeto

Enfim consegui voltar a escrever! Estava com saudades, mas meio sem tempo…
Estou em meio a uma viagem pela Europa, e vou contar um pouco como está sendo, porém sem uma ordem específica, não exatamente seguindo o roteiro que estou fazendo. Na verdade, vou focar bastante nos pontos turísticos, na Gastronomia local e também vou tentar dar todas as dicas de como é fazer essa viagem meio louca (1 mês) com as bebês. Claro que, quem não tem bebês, também será beneficiado!!!
Não sei se vocês se lembram, mas um dos principais motivos que resolvi escrever esse blog, é que, dificilmente eu achava dicas de como viajar com bebês pelo mundo afora. E essa viagem, especificamente, me entusiasmou bastante a escrever, pois não encontrava quase nada sobre os lugares onde estamos visitando… Então, vamos lá!
Vou começar escrevendo um pouco sobre onde estou: Santorini!!!


Foi bem tensa a decisão de vir para cá… Todos os blogs que eu lia diziam que não era um lugar kids friendly, somente casais apaixonados vinham e era impossível pensar em andar com carrinhos de bebê, pois era uma cidade nada acessível, cheia de escadas, muros baixos e obstáculos.
Pois bem, estamos aqui! Um casal apaixonado, com crianças e um carrinho duplo gigante, em meio às escadarias, muros baixos e obstáculos.
Chegamos de barco, vindo de Mykonos, pela empresa Hellenic Seaways. Pensei muito em comprar os tickets pela internet no Brasil, mas vi vários relatos dizendo que era um problema, pois sempre cancelavam viagens e tinha que retirar o ticket em uma agência de viagens, mesmo comprando online.
Bom, resolvi arriscar e comprei o ticket em Atenas, quatro dias antes de vir… Comprei em uma agência de viagens, próxima ao meu hotel e deu tudo muito certo!! Paguei exatamente o mesmo preço e já saí com os tickets na mão. Escolhi até os lugares!
Vou ser bem detalhista, para tentar sanar TODAS as duvidas que eu tive antes de vir e não consegui encontrar em lugar nenhum…Esse barco é o highspeed 5 e sai de Mykonos às 14h55 (na verdade atrasou e saiu às 15h30) e chega normalmente, em Santorini, às 17h50, mas chegou às 18h30. Pára em três ilhas antes (Paros, Naxos e ??? não consegui entender o nome…) e o destino final é Heraklios (depois de Santorini).
Em Mykonos, desembarca todo mundo e depois, em uma correria louca, entra todo o povo no barco (que na verdade é quase um navio! Quem já pegou o transfer de Salvador a Morro de São Paulo vai achar sensacional!!!) em uma correria louca! Parece que vão perder o bonde! Isso porque tem lugar marcado (todo mundo!).

Highspeed 5 da Hellenic Seaways

Bom, entramos junto com toda a boiada e enquanto eu fui deixar minha mala em um lugar no porão do navio com uma plaquinha Santorini (você precisa deixar as malas no lugar demarcado) – sem nenhuma garantia de que a pegaria de volta, pois tinha a minha e de mais um milhão de pessoas, todas empilhadas em um lugar com uma plaquinha de papel – minha mulher foi praticamente arrastada até o elevador, porque estávamos de carrinho (que bom, porque já estava imaginando como eu iria subir uma escadaria imensa até o segundo andar do barco (onde ficam as pessoas) com o carrinho no lombo). Eu estava com as passagens, mas a mulher não queria me esperar de jeito nenhum, então minha mulher disse que não tinha as passagens umas cinco vezes, aí a mulher entendeu e esperou mais trinta segundos,  até eu me embrenhar pela multidão, avistar minha mulher (com um carrinho gigante) e conseguir chegar ao elevador! Subimos!
Lá em cima (só tem um andar onde vai todo mundo e outro, logo acima, onde fica a classe VIP – já explico…), depois de encontrarmos um numerozinho minúsculo grudado na lateral da cadeira, tivemos a sorte de termos nossos lugares logo ao lado do elevador!!!
Vou fazer uma pausa: lá em Atenas, quando comprei os tickets, a moça da agência me disse que não tinha porque comprar a classe executiva, e muito menos a classe VIP, porque era BEM mais caro (palavras dela – 4 euros a executiva e 7 euros a VIP) e era tudo a mesma coisa (então porque alguém pagaria mais caro pela mesma coisa???). Bom, ela me disse que na econômica, minhas filhas poderiam ir sentadas, sem pagar nada e na executiva ou na VIP teriam que pagar meia. Bom, me convenceu. Além disso, ela disse que teríamos uma mesa!!! Me senti num show!
Bom, fiquei um tanto quanto desconfiado, mas ela parecia tão boa gente que resolvi acreditar e comprei a econômica (com a mesa e sem pagar nada a mais por isso… (???)) por 52 euros cada.
Agora voltando: lá em cima, logo que nos acomodamos na nossa linda mesa, fui correndo conferir a executiva e a VIP. ERA A MESMA COISA!!! Podem acreditar? Na verdade, na executiva a cor da cadeira mudava e na VIP era no andar de cima. Na verdade, a única diferença é que fica num lugar um pouco mais reservado, mas é exatamente IGUAL!!! Bom, ainda bem que ainda confio nas pessoas!!!
Na econômica também tem lugares sem mesa (que as pessoas pagam a mesma coisa, mas ficam mais desconfortáveis (vai entender…)). Alguns são na janela, outros no meio, mas se parecem com poltronas bem largas de avião. Super bacana!

Classe econômica do nosso pequeno barco

A viagem dura cerca de duas horas e meia e pensamos, por conta do horário, em almoçar no barco. Péssima ideia! Não tem muitas opções. Eles têm um cardápio com muitas opções, mas não tem nenhuma delas. Só tem cafés diversos, bebidas, baguetes e hamburguer… Comemos hamburguer! Meio ruim, por sinal. As meninas tiveram que se entupir com uns lanchinhos que andamos para lá e para cá (tipo bolinhos e biscoitinhos). Meio ruim, mas vai fazer o que? Estamos de férias, fora da rotina, então tudo pode!!!
O barco balança um pouco, mas nada muito assustador… Ele é todo fechado, mas quando pára nas ilhas, você pode ir até um deck na parte de trás. O pessoal da executiva tem um deck exclusivo no andar de cima (olha os 7 euros!!!). Logo todo mundo entra de novo, porque quando o barco anda, todo mundo tem que ficar dentro. Ele se chama highspeed, mas não é tão high assim… Então não entendi muito bem essa regra, mas… vamos respeitar!

Vista da ilha de Naxos

Bom, chegando em Santorini (onde quase o barco inteiro desembarca – umas 300 pessoas), todo mundo desce que nem uns loucos (porque claro, vão perder o bonde também, ou estão atrasados para sei lá o que no meio das férias…) e fica na porta esperando abrir. Fomos tranquilamente pelo elevador, mas eu tive que me embrenhar de novo em meio à multidão e milhões de malas (a minha estava bem lá atrás) para pegar minhas malas (2 bem pesadas…). Minha mulher estava posicionada para sair, com nosso lindo carrinho e duas bebês!

Pessoal posicionado para desembarcar

Abriu a porta e vocês não tem noção da boiada avançando em direção ao porto!!! Pensei que ia ser atropelado (não pude nem tirar foto!!!) Não consigo entender esse pessoal…
Depois que conseguimos nos desvencilhar do rebanho, encontramos nosso motorista do transfer (arranjado pelo hotel – pagamos 24 euros para duas pessoas – as bebês não pagam) e fomos até nosso ônibus (que ficou desligado e fechado com todo mundo dentro em um calor de uns 70 graus, sem possibilidade de abrir janelas, esperando mais alguns perdidos). Bom, todos dentro, ar condicionado ligado e lá fomos nós subir um morro gigante em direção ao nosso hotel).
Nesse momento, a Bebê 2, sei lá porque, desembestou a chorar e as pessoas do ônibus (2, em especial) ficaram beeem bravas, olhando com umas caras feias.
Paro mais uma vez para emitir minha opinião sobre isso: se você não quer correr nenhum risco de encontrar ou ter que conviver, nem que seja por minutos, em um local com pessoas feias, fedidas, bêbadas, chatas, espaçosas, loucas ou mesmo com lindos bebês, que… CHORAM… economize, trabalhe mais e pague tudo exclusivo para você: jatinhos particulares, jantares em seu hotel que você reservou todos os quartos, com chefs estrelados, carros particulares, ruas em que só você possa caminhar (essa não conheço). Bom, acho que deu para entender o recado.
Claro que sei que é horrível uma criança chorando, mas não vou me trancar em casa por conta disso. Elas não fazem isso o tempo todo!
Enfim, voltando… Foi só um momento de desabafo!
O caminho até Oía, onde ficamos, é bem longo (uns 40 minutos), mas é lindo (pena que tive que ficar entretendo a bebê 2 e quase não pude prestar atenção… fazer o que?).
Chegamos no hotel quase 8 da noite, mas isso eu conto no próximo post que, prometo, vai ser escrito nos próximos dias!

Vista do nosso quarto para o pôr do sol mais famoso do mundo

Olha quanta paixão!!!

2 respostas para “Santorini – o trajeto”

  1. Paulo Verissimo disse:

    Parabéns pelo retorno ao blog. Fale também das gastronomias grega e turca!!! Sucesso…

  2. Elaine Flaviana disse:

    ah chef, q lindo….

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